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O Terminal Rodoviário de Maceió, que tem o nome oficial de Terminal Rodoviário João Paulo II, é o maior terminal rodoviário do estado, e está localizada no bairro do Feitosa, a quatro quilômetros do Centro de Maceió e teve sua construção iniciada pelo Governo do Estado em 1980, e foi inaugurado em 1982, onde procurou-se adaptar o edifício à topografia do local, liberando a visão e promovendo maior fluidez na passagem dos usuários desta edificação. Além disso, foi projetado de acordo com os princípios de funcionalidade, formas simples, economia e rapidez na construção, bem como adequação às características do clima de Maceió, aproveitando a ventilação do Vale do Salgadinho. Procurou-se também evitar a entrada de chuvas de vento, e ao mesmo tempo proteger contra a penetração dos raios solares, utilizando painéis de fibra de vidro como anteparo e um amplo beiral de 12,90m.
 
O empreendimento possui uma área total de terreno de 50.920 m2 e área construída de 10.727m2; A edificação possui planta com formato quadrado, sua volumetria destaca-se na paisagem por sua localização (na parte mais alta e plana do terreno) e por sua grande cobertura em treliça espacial metálica pintada de vermelho. Internamente, atrai a atenção um grande jardim interno, inscrito em um dos quadrantes para distribuição de luz e ventilação nas áreas internas.
Quanto às soluções projetuais relacionadas ao clima, o Terminal pode ser definido como um grande sombreiro ventilado. Partindo do princípio de estar em uma região quente e úmida, é bastante estar sob uma sombra para que a temperatura esfrie consideravelmente, desde que a brisa possa atravessá-la. No entanto, neste caso foi necessário também evitar que as chuvas invadissem o terminal juntamente com o vento, e a solução adotada, com uso de anéis de fibra de vidro como anteparo, se mostra eficiente até hoje.
 
O seu projeto é de fácil compreensão espacial e estrutural, é simples visualizar a forma geométrica quadrada de sua planta e coberta suportada por seus nove pilares, sua centralidade e seus eixos. Há um predomínio do vazio sobre o cheio e a sensação para quem percorre seus espaços é de liberdade. Quanto aos aspectos climáticos, seus amplos beirais promovem sombra e os painéis de vidro (existentes nas fachadas nordeste, sudeste e na extremidade leste da fachada sudoeste) protegem da chuva, tornando a edificação bastante agradável na maior parte do dia e durante o ano, causando apenas a sensação de frio durante a noite, quando está ventando muito.
A edificação se torna um referencial por possuir bom desempenho térmico, podendo servir como exemplo norteador para edifícios localizados em climas quentes e úmidos, como é o caso de Maceió/AL.
 
Num contexto geral, o Terminal Rodoviário tem o mérito de desempenho bioclimático da edificação, chamada “arquitetura bioclimática”, surgida na década de 60, a partir de pesquisas de Aladar e Victor Olgyay, considerados grandes pesquisadores e precursores da área de conforto ambiental. O bioclimatismo é a base da arquitetura ecológica. Esta consiste na adequada e harmoniosa relação entre ambiente construído, clima e seus processos de troca de energia, tendo como objetivo final o conforto ambiental humano em todas as suas formas (térmico, luminoso, acústico etc). Mais do que parte do movimento ecológico mundial da década de 70, o bioclimatismo é um dos elementos que mais reforçam e contribuem para eficiência ambiental de um edifício, principalmente em tempos de restrição energética.
 
Arquitetos: Mario Aloisio Melo, Leonardo Bittencourt e Eduardo Assumpção.

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